REDES SOCIAIS NÃO SÃO TRIBUNAIS — E NÃO SÃO TERRA SEM LEI

Relações entre advogado e cliente, empresas e consumidores ou quaisquer prestadores de serviços nascem, em regra, no âmbito privado. Divergências podem surgir. Quando surgem, o caminho mais responsável é o diálogo, a negociação, a mediação e, quando necessário, o recurso às instituições competentes e ao Poder Judiciário.

Facebook, WhatsApp, Instagram, Telegram, Reddit e demais redes sociais não substituem tribunais, processos, provas ou contraditório.

A publicação de uma versão unilateral de um conflito privado pode produzir exposição imediata, mas raramente oferece o ambiente adequado para reconstruir fatos complexos, interpretar contratos, examinar documentos ou compreender decisões judiciais.

A liberdade de expressão e o direito de crítica existem. Mas o ambiente digital não elimina responsabilidade pelo conteúdo publicado.

Da mesma maneira, quem decide levar uma controvérsia privada legitimamente ao espaço público deve compreender que a pessoa mencionada também possui direito de resposta, contraditório e defesa de sua reputação, dentro dos limites da lei. Não existe equilíbrio quando somente uma versão permanece disponível ao público.

Isso não significa transformar conflitos privados em espetáculos públicos. Significa exatamente o contrário: o diálogo privado deve ser sempre a primeira alternativa.

MINHA POSIÇÃO É CLARA

Eu, Luiz Scarpelli, permaneço disponível para conversar diretamente com clientes e ex-clientes, esclarecer dúvidas, examinar documentos, realizar reuniões e buscar soluções pacíficas para divergências relacionadas à minha atuação profissional.

Minha porta para o diálogo privado permanece aberta.

O que não farei é discutir processos, contratos ou conflitos profissionais em grupos de Facebook, WhatsApp, Telegram, Reddit ou outros ambientes informais, especialmente diante de terceiros que desconhecem integralmente os fatos ou não participaram da relação profissional.

Redes sociais são ambientes inadequados para substituir aquilo que exige documentos, contexto, responsabilidade e, quando necessário, apreciação judicial.

Também não participarei de discussões conduzidas por perfis anônimos ou de identidade incerta, nem de debates transformados em confrontos coletivos.

QUANDO UMA CONTROVÉRSIA SE TORNA PÚBLICA

Se meu nome ou minha atuação profissional forem publicamente questionados, reservo-me o direito de apresentar minha própria versão dos acontecimentos, com os documentos e esclarecimentos pertinentes e observados os limites legais, profissionais e de privacidade aplicáveis.

A finalidade não será retaliar, intimidar ou expor desnecessariamente ninguém.

Será permitir o contraditório.

Quando juridicamente possível, a resposta poderá apresentar cronologia, documentos, decisões judiciais, registros e demais elementos necessários para contextualizar aquilo que foi divulgado publicamente, inclusive dados e documentos protegidos pos segrego de justiça na Europa.

Crítica legítima merece respeito. Divergência merece diálogo. Acusação merece contraditório. Exposição pública, merece defesa pública. E conflito jurídico merece prova, análise de um(a) magistrado(a), intervenção do Estado-Juiz, provomento jurisdicional — não julgamento público por multidões digitais, muitas vezes sem identidade, sem nome, sem rosto.

Portal da Verdade

Ele existe justamente para que, quando uma controvérsia já tiver alcançado o espaço público, o leitor possa conhecer também a versão de Luiz Scarpelli, consultar os elementos disponibilizados e formar sua própria opinião.

O diálogo privado continua sendo sempre o primeiro caminho. O direito de resposta público existe quando o debate já se tornou público.

Luiz Scarpelli
Advogado · Avvocato · Lawyer